quinta-feira, 2 de junho de 2011

Bem vindo ao meu Webfólio!


Este blog foi criado no âmbito da disciplina de Português para ajudar os alunos a compreender melhor a matéria.

Eu, como aluno, resolvi criar um pois também é um dos nossos elementos de avaliação.

Espero que gostem!

Texto Argumentativo

O texto argumentativo tem como objectivo persuadir alguém das nossas ideias. Este tipo de texto deve ser claro e ter riqueza lexical, e pode tratar qualquer tema ou assunto.

Este tipo de texto apresenta uma estrutura organizada em três partes:

Introdução - Apresentação da ideia principal ou tese;

Desenvolvimento - Desenvolvimento da ideia principal;

Conclusão - O que se conclui sobre a tese.

Os argumentos utilizados para fundamentar a tese podem ser de diferentes tipos, incluindo exemplos, dados históricos, dados estatísticos ou culturais.
A conclusão pode apresentar uma possível solução ou uma síntese. Deve utilizar título e variedade padrão de língua
.

Discurso "Eu tenho um sonho" de Martin Luther King




Martin Luther King, durante a sua vida, lutou pelos direitos dos negros na América. Foi até agora a pessoa mais jovem a receber o Prémio Nobel da Paz, em 1964.

Martin fez um importante discurso aos participantes na Marcha Sobre Washington pelo Emprego e pela Liberdade.

Neste discurso houve um parágrafo em particular que me captou a atenção:

"Não nos deixemos afundar no vale do desespero. Digo-vos hoje, meus amigos: mesmo que tenhamos de enfrentar as dificuldades de hoje e de amanhã, eu ainda tenho um sonho. Um sonho que mergulha profundamente as suas raízes no sonho americano."

Este parágrafo mostra claramente que Martin partilha a sua emoção com os seus ouvintes, e que nunca irá desistir de lutar pelos direitos dos negros.

Manifesto de Obama para os alunos


Barack Obama, o actual Presidente dos Estados Unidos da América, em 9 de Setembro de 2009, entregou um manifesto a todas as escolas do país, em que falava do valor que os alunos deviam dar à escola e de como é importante para as suas vidas.

Gostei muito deste manifesto, pois mostra que Obama é uma pessoa simples, que não tem problemas em falar sobre o seu passado e sobre as suas origens humildes, e que Obama se preocupa com o seu povo, porque se fosse o contrário, não escrevia este texto.

Deste manifesto, estes dois parágrafos captaram o meu interesse:

"A história da América não é a história dos que desistiram quando as coisas se tornaram difíceis. É a das pessoas que continuaram, que insistiram, que se esforçaram mais, que amavam demasiado o seu país para não darem o seu melhor."

"É a história dos estudantes que há 250 anos estavam onde vocês estão agora e fizeram uma revolução e fundaram este país. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 75 anos e ultrapassaram uma depressão e ganharam uma guerra mundial, lutaram pelos direitos civis e puseram um homem na Lua. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 20 anos e fundaram a Google, o Twitter e o Facebook e mudaram a maneira como comunicamos uns com os outros."

A vida e obra de Padre António Vieira




António Vieira, nascido a 6 de Fevereiro de 1608, em Lisboa, foi um religioso, escritor e orador português da Companhia de Jesus. Chegou à Bahia, no Brasil, com seis anos de idade. Estudou no Colégio dos Jesuítas em Salvador, onde se veio a tornar brilhante aluno. Ingressou na Companhia de Jesus como noviço em Maio de 1623.

Na invasão Holandesa de Salvador, refugiou-se no interior da capitania, onde se iniciou a sua vocação missionária. Um ano depois de isso, tomou os votos de castidade, pobreza e obediência, abandonando o noviciado. Prosseguiu os seus estudos em Teologia, Lógica, Metafísica e Matemática, e obteu um mestrado em Artes.

Tornou-se sacerdote em 1634, e nesta época já era conhecido pelos seus primeiros sermões, tendo fama de notável pregador.

Em 1641 regressou a Lisboa, e iniciou uma carreira diplomática. Com a sua vivacidade de espírito e como orador, conquistou a amizade e confiança de João IV de Portugal, sendo por ele nomeado pregador régio. Durante esta época, tentou obter para a Coroa a ajuda financeira dos cristãos-novos, entrando assim em conflito com o Santo Ofício, mas viu fundada a Companhia Geral do Comércio do Brasil.

Voltou ao Brasil em 1652, pois em Portugal havia quem não gostasse das suas pregações em favor dos judeus. Foi missionário no Maranhão e no Grão Pará, e sempre defendeu a liberdade dos índios.

Em 1654 partiu para Lisboa, junto com dois companheiros, a bordo de um navio da Companhia de Comércio, carregado de açúcar.
A sua missão era defender junto ao monarca os direitos dos indígenas escravizados, contra a cobiça dos colonos portugueses.
Passados dois meses de viagem, a Oeste dos Açores, abateu-se sobre a embarcação uma violenta tempestade, arrancando a vela do navio. Com isto, na iminência do naufrágio, padre António Vieira concedeu a todos absolvição geral, bradando aos ventos:

"Anjos da guarda das almas do Maranhão, lembrai-vos que vai este navio buscar o remédio e salvação delas. Fazei agora o que podeis e deveis, não a nós, que o não merecemos, mas àquelas tão desamparadas almas, que tendes a vosso cargo; olhai que aqui se perdem connosco."

Após isto, obteve de todos a bordo um voto a Nossa Senhora de que lhe rezariam um terço todos os dias, caso escapassem à morte iminente. Passado algum tempo, os mastros do navio partiram-se, mas com o peso da carga estivada até às escotilhas, o navio voltou à posição normal, permanecendo à deriva.

Foram recolhidos por um corsário neerlandês que encontraram enquanto estavam à deriva, mas também foram pilhados, e o seu navio afundou. Nove dias mais tarde, foram desembarcados na Graciosa, nos Açores, onde padre António Vieira, com o auxílio dos religiosos da Companhia de Jesus, procurou providenciar roupas, calçado e dinheiro à tripulação durante os dois meses que permaneceram na ilha. Enquanto estava na ilha, pediu a Jerónimo Nunes da Costa para que este fosse a Amesterdão resgatar os papéis e livros que lhe haviam sido tomados pelos corsários.
Viajou com o seu grupo à Ilha Terceira, onde obteve o aprestamento de uma embarcação para que os seus companheiros pudessem seguir para Lisboa.
Instalou-se no Colégio dos Jesuítas em Angra, e permaneceu aqui mais algum tempo.
Partiu para Lisboa em 24 de Outubro de 1654, chegando ao seu destino em Novembro de 1654.

Entretanto, com a morte de D. João IV, António Vieira tornou-se confessor da Regente, D. Luísa de Gusmão, mas após a ascensão ao trono de D. Afonso VI, não encontrou apoio.
Abraçou a profecia sebastianina e entrou em conflito com a Inquisição, tendo sido acusado de heresia com base numa carta de 1659 ao bispo do Japão, na qual expunha a sua teoria do Quinto Império. Com isto, foi expulso de Lisboa, desterrado e encarcerado no Porto e seguidamente em Coimbra.
Em 1667 foi condenado a internamento e proibido de pregar, mas, seis meses depois, a sua pena foi anulada.
Recuperou o valimento com a regência de D. Pedro, futuro D. Pedro II de Portugal.

Seguiu para Roma em 1669.
Encontrou o Papa às portas da morte, mas deslumbrou a Cúria com os seus discursos e sermões.
Renovou a luta contra a Inquisição, pois considerava a sua actuação nefasta para o equilíbrio da sociedade portuguesa. Obteve um breve pontifício que o tornava apenas dependente do Tribunal Romano.

Em 1675 voltou para Lisboa, por ordem de D. Pedro, mas afastou-se dos negócios públicos

Decidiu voltar para o Brasil em 1681, tendo permanecido aí até ao resto da sua vida, morrendo a 18 de Julho de 1697, com 89 anos.

Entre 1675 e 1681, Vieira conseguiu parar pela primeira vez durante sete anos a actividade do Santo Ofício em Portugal.

Padre António Vieira deixou obras complexas que exprimem as suas opiniões políticas, sendo não própriamente um escritor mas sim um orador. Redigiu o Clavis Prophetarum, livro de profecias que nunca concluiu. Entre os seus inúmeros sermões, alguns dos mais célebres são: o "Sermão da Quinta Dominga da Quaresma", o "Sermão da Sexagésima", o "Sermão pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal contra as de Holanda", o "Sermão do Bom Ladrão" e o "Sermão de Santo António aos Peixes".

A Oratória

A oratória é um método de discurso, da arte de como falar em público ou o conjunto de regras e técnicas que permitem apurar as qualidades pessoais de quem se destina a falar em público.


Esta era estudada como componente da retórica na Grécia Antiga, e mesmo em Roma e era considerada uma importante habilidade na vida pública e privada.


Os mais conhecidos autores sobre este tema na antiguidade são Aristóteles e Quintiliano.


O Barroco

Barroco é o nome do estilo artístico que floresceu na Europa, América e em alguns pontos do Oriente entre o início do século XVII e meados do século XVIII.

De certa forma o Barroco foi uma continuação natural do Renascimento, porque ambos os movimentos compartilharam de um profundo interesse pela arte da Antiguidade clássica, com a diferença de a interpretarem e expressarem esse interesse de formas distintas.

Na música, o Barroco tem artistas como Johann Sebastian Bach, Georg Friedrich Händel e Georg Phillip Telemann.



Alguns exemplos de arte barroca:
Arquitectura barroca:



Pintura barroca:



O Barroco também faz parte da literatura, e o Barroco Ibérico diz que há dois modos de conhecer a realidade: o Cultismo e o Conceptismo. O "Sermão de S. António aos Peixes" é um exemplo de literatura com aspectos do Barroco.


Relatório da visita ao Museu Rainha D. Leonor (Museu Regional de Beja)

Há algumas semanas visitámos o Museu Regional de Beja. A visita foi guiada pelo Dr. Leonel Borrela, técnico do Museu, e assentou principalmente na temática da arte Barroca.
Iniciámos a visita na Igreja do Convento da Conceição onde nos foi mostrada toda a riqueza da talha dourada dos séculos XVII e XVIII, o púlpito onde o pregador orava e do lado direito três altares em talha dourada e um outro em mármore florentino todos no estilo Barroco.

De seguida fomos para o Claustro, onde descobrimos que por baixo de nós se encontrava o túmulo da fundadora do Convento, Dona Beatriz e todos os túmulos das freiras que professaram no Convento. Verificámos que as abóbadas das quadras (corredores do Claustro) pertenciam a vários estilos, sendo destacadas as abóbadas da quadra de S. João Evangelista e os seus feixes com símbolos diversos.
Também foi referido nas quadras, principalmente a de S. João Baptista, a riqueza dos azulejos portugueses do século XVII que também denunciam uma marcada influência Barroca.
Observámos as Esferas Armilar presentes no portal do antigo refeitório do Convento, demolido no século XIX.

Na Sala do Capítulo observámos a influência árabe na arquitectura do Alentejo, através da riqueza dos azulejos hispano-árabes do século XVI. Todos os painéis de azulejos existentes, de acordo com o Dr. Borrela, têm um erro (um azulejo diferente ou fora de posição), uma vez que para a religião árabe só Deus (Alá) é perfeito, pelo que as coisas terrenas deviam ter uma imperfeição. Na abóbada desta sala existe um texto que nos informa quando foi pintada a abóbada e quem a mandou pintar. Também esta pintura é de estilo Barroco. Por cima da escultura de Jesus do Capítulo estava uma inscrição em latim que dizia "Eis o modo como morrem os justos". As restantes pinturas da parede desta sala referem-se a motivos cristãos e bíblicos.

Posteriormente, visitámos a Sala de Pintura Portuguesa do Século XVIII, com diversas obras de influência Barroca e ao centro uma mesa feita de "pudim", que é uma de mistura de rochas sedimentadas ao longo do tempo e que tem por cima uma escultura de Nossa Senhora das Dores, também ela de arte Barroca.

Por fim, dirigimo-nos à Sala de Pintura de Pintura Portuguesa, do século XVI, e Espanhola do século XVII. Interessou-me nessa sala a pintura "Alegoria Filosófica", quadro de grande carga simbólica. Os objectos nele representados, segundo o Dr. Borrela, encerram uma crítica à Inquisição, representando alguns objectos como a caveira, o gorro do bobo da corte enfiado no globo terrestre, os objectos de alquimia e um pente de piolhos. Foi-nos acrescentado, neste e noutros quadros, que muitas vezes o autor não assinava a obra, pois a obra tinha sido "feita por Deus". Para algumas obras, isto era um modo de escapar à Inquisição.

No geral gostei da visita e espero que a Professora tenha outra iniciativa como esta.





"Carta do Achamento do Brasil" - Pero Vaz de Caminha

A "Carta do Achamento do Brasil" é o documento no qual Pero Vaz de Caminha registou as suas impressões sobre o Brasil. É o primeiro documento escrito da história do Brasil, sendo considerado o marco inicial da obra literária no país.

Pero Vaz de Caminha era o escrivão da frota de Pedro Álvares Cabral, e redigiu a carta para o rei D. Manuel I, de modo a comunicar-lhe o descobrimento das novas terras. A carta foi levada a Lisboa por Gaspar de Lemos, comandante do navio de mantimentos da frota, e é datada de Porto Seguro, no dia 1 de Maio de 1500.

A Carta é um excelente exemplo do deslumbramento do europeu diante do Novo Mundo. Nesta, são descritos os traços de terra, momento de vista da terra e o primeiro contacto com os índios brasileiros. Também é mencionado o pau-brasil e uma narração da Primeira Missa na nova terra.

No último parágrafo da Carta, Caminha pretende que D. Manuel libertasse do cárcere o esposo de sua filha Isabel, preso por assalto e agressão.

Sermão de Santo António aos Peixes - Capítulo I




Este capítulo é o Exórdio, ou Introdução, e pretende explor o plano a desenvolver e as ideias a defender. Começa com um texto bíblico: "Vos estis sal terrae." - Vós sois o Sal da terra, que serve de tema e será desenvolvido de acordo com a intenção e o objectivo do autor.

O orador, para atingir a inteligência dos ouvintes, usa argumentos lógicos, sucessivas interrogações retóricas e a autoridade dos exemplos de Santo António, de Cristo e da Bíblia. Também usa interjeições e exclamações para atingir o coração dos ouvintes.

Este sermão tem como objectivo salvar os Índios, pois na época era comum o tráfico desses mesmos como escravos, e estavam em constante perigo.

Sermão de Santo António aos Peixes - Capítulo II




Neste capítulo, o sermão passa a ser uma alegoria, porque o orador usa peixes como metáfora de homens, as virtudes desses peixes são por contraste metáfora dos defeitos dos homens e os seus vícios são directamente metáfora dos vícios dos homens. O pregador fala aos peixes, mas quem o escuta são os homens. Enquanto que os peixes ouvem e não falam, os homens falam muito e ouvem pouco.

O pregador divide o sermão em duas partes: partes em que louva as virtudes dos peixes e partes em que repreende os seus vícios.

Para que os ouvintes compreendam que todo o sermão é uma alegoria, o pregador refere frequentemente os homens. Também demonstra as afirmações que faz tirando partido do contraste entre o bem e o mal, referindo palavras de Cristo, de Moisés, de S. Basílio, de Aristóteles e de Santo Ambrósio, e todas essas afirmações são referidas aos louvores dos peixes. Fala de eventos como o dilúvio e também de animais que se domesticam.

Refere que os peixes não foram castigados por Deus no dilúvio, e assim isto faz de exemplo para os homens que pouco ouvem e falam muito, e pouco respeito têm pela palavra de Deus.

Também refere inúmeros animais que convivem com os homens, e que assim foram castigados, pois agora podem ser domesticados ou podem viver presos. Nesses animais não se incluem os peixes.

Sermão de Santo António aos Peixes - Capítulo III


Neste capítulo, o orador atribui um louvor aos peixes, em casos particulares.

Utiliza quadro peixes: o Santo peixe de Tobias, a Rémora, o Torpedo e o Quatro-Olhos.

O Santo peixe de Tobias caracteriza-se com as suas entranhas e um coração que tem como objectivo expulsar os demónios e simboliza como Deus tem um certo poder purificador.

A Rémora é um peixe que quando se agarra a um navio tem força para o conduzir sozinha. Isto simboliza como a palavra do pregador é poderosa.

O Torpedo, com as suas descargas eléctricas, faz tremer o braço do pescador. Isto também faz com que ele não possa ser pescado, e assim, se salve. Simboliza o poder de Deus ao fazer tremer os pescadores.

O Quatro-Olhos, com os seus dois pares de olhos, simboliza o que os cristãos deviam fazer, que é tirar os olhos da vaidade terrena e olhar para o céu sem esquecer o inferno.

Isto é tudo uma antítese aos defeitos dos homens, simbolizando os seus vícios.

Sermão de Santo António aos Peixes - Capítulo IV


Neste capítulo, o orador, no carácter geral, acusa os peixes de se comerem uns aos outros, e para fazer isto, recorre a um exemplo dos homens, dizendo que os homens fazem exploração uns dos outros. Para melhorar a sua tese, compara a ganância dos Tapuias com a ganância dos homens, realnçando que a última é mais grave. Diz ainda que o mais grave de tudo é o facto de os grandes comerem os pequenos, e que são precisos muitos pequenos para alimentar um grande. Também os acusa de cegueira, vaidade e de terem maldade.

O orador faz estas repreensões pois tem o objectivo de mudar os homens, ou pelo menos fazê-los pensar.

Sermão de Santo António aos Peixes - Capítulo V


Neste capítulo, o orador repreende peixes, mas desta vez num carácter particular. Usa quatro exemplos:

O roncador, arrogante.

O pregador, um oportunista.

O voador, ambicioso.

O polvo, traidor e hipócrita. Apesar de ter uma aparência inofensiva, é traiçoeiro, maldoso e hipócrita, pois faz-se "amigo" dos outros e no fim mata-os.

Sermão de Santo António aos Peixes - Capítulo VI


Este capítulo é a despedida. O orador retoma aos pregadores de que falava no conceito predicável e alega que homens e peixes nunca vão chegar ao cacrifício final, pois os peixes já vão mortos e os homens vão mortos de espírito. Acaba dizendo que coisas como a irracionalidade, a inconsciência e o instinto dos peixes são melhores que a racionalidade, o livre arbítrio, a consciência e a vontade do homem.

Livro - Medo




Há algum tempo li o livro "Medo", de Jeff Abbott. Este livro é um thriller muito intenso, cheio de acção e suspanse.

O personagem principal é Miles Kendrick, que sofre de stress pós-traumático, e está num programa de protecção de testemunhas, pois ele matou o seu melhor amigo em sua defesa.
Miles é constantemente perseguido pela visão do seu melhor amigo e devido ao seu distúrbio mental, frequenta uma psiquiatra, e esta receita-lhe comprimidos para o aliviar.
A sua psiquiatra é morta, e com isto ele sente-se de algum modo responsável e procura saber porque a mataram, quem a matou e vingar a sua morte.
Ao pesquisar sobre a sua psiquiatra, Miles descobre um hospital muito estranho onde decorrem testes de um novo e potente medicamento.
Na história ocorrem muitas reviravoltas, e Miles junta forças com outro paciente da psiquiatra, um veterano de guerra que ao cometer um pequeno erro acabou por matar todo o seu esquadrão.
Durante o livro, Miles e o paciente são constantemente perseguidos por um assassino que os tenta matar a todo o custo e envolvem-se numa grande conspiração à volta do hospital e da psiquiatra.

Este é um livro cheio de acção, suspance e reviravoltas, e recomendo a qualquer pessoa que goste de livros sobre crime.

Almeida Garrett - Vida


Almeida Garrett nasceu no porto, em 1799. Aos 10 anos, parte com a família para os Açores, e é lá onde inicia a sua formação literária.

Em 1816, decide seguir estudos de Leis na Universidade de Coimbra. Enquanto estudante, participa no movimento conspirativo, que conduziria à revolução de 1820. Em 1821, surge o seu primeiro livro, O Retrato de Vénus, um poema que o levou a tribunal.

Entre 1823 e 1826, Garrett foi forçado a deixar Portugal por questões políticas. Isto voltou-se a repetir entre 1828 e 1831. Enquanto esteve fora, residiu em França e em Inglaterra, onde conheceu o movimento cultural europeu. Também publicou no estrangeiro os poemas "Camões" e "Dona Branca", que foram os primeiros textos românticos portugueses.

Em 1832, regressa a Portugal e participa frequentemente na política do país. Também se empenha na renovação da dramaturgia nacional, criando a Inspecção Geral dos Teatros, o Conservatório de Arte Dramática e o futuro Teatro Nacional. Funda também um jornal de teatros - "O Entreacto" e leva à cena a peça Um auto de Gil Vicente.

Em 1847, descontente com o devir da revolução, afasta-se da vida pública.

Regressa ao Parlamento em 1851 e é feito visconde. Mais tarde, em 1852, é nomeado Par do Reino.

Falece em 9 de Dezembro de 1854.

Almeida Garrett - Obra


Na poesia lírica e narrativa, Garrett publicou algumas obras, como o controverso Retrato de Vénus, os poemas que fundaram o Romantismo português, "Camões" e "Dona Branca", em 1825 e 1826 e a colectânea Lírica de João Mínimo, em 1829.

Quanto à produção literária, o jornalismo é o que mais se destaca. Em 1822 lança o jornal O Toucador, destinado às senhoras. Alguns outros importantes jornais que fundou foram também O Português Constitucional, em 1836 e o jornal teatral O Entreacto, em 1837.

No Teatro publica Frei Luís de Sousa, em 1844, que é reconhecidamente a que melhor demonstra o seu ideal de sobriedade artística, esta obra permanece ainda hoje um texto modelar da literatura dramática portuguesa.

O Romantismo


O romantismo foi um movimento artístico ocorrido na Europa por volta de 1800, que representa as mudanças no plano individual, destacando a personalidade, sensibilidade, emoção e os valores interiores.Atingiu primeiro a literatura e a filosofia, para depois se expressar através das artes plásticas. A literatura romântica , abarcando a épica e a lírica, do teatro ao romance, foi um movimento de vaguarda e que teve grande repercussão na formação da sociedade da época, ao contrário das artes plásticas, que desempenharam um papel menos vanguardista.A arte romântica se opôs ao racionalismo da época da Revoluçao Francesa e de seus ideais, propondo a elevação dos sentimentos acima do pensamento. Curiosamente, não se pode falar de uma estética tipicamente romântica, visto que nenhum dos artistas se afastou completamente do academicismo, mas sim de uma homogeneidade conceitual pela temática das obras.

O melhor exemplo de Romantismo português é Almeida Garrett, na sua obra teatral Frei Luís de Sousa.

Frei Luís de Sousa - Resumo



Acto I

A acção desenrola-se numa sala do palácio de D. Manuel de Sousa Coutinho, ondepredomina a elegância e o luxo. A peça inicia-se com o monólogo de D. Madalena, que reflecte sobre os amores dePedro e Inês. Esta reflexão associa o amor de D. Madalena por Manuel de Sousa Coutinho aomito do amor infeliz e trágico. D. Madalena e Telmo conversam sobre a condição social de Maria e a sua saúde e Madalena pede a Telmo que tenha consciência do que o regresso de D. João podia significar para Maria, que não lhe diga nada ou não lhe proporcione qualquer leitura, que excite a sua imaginação e possa sustentar a sua crença sebastianista. Jorge traz notícias de Lisboa: os governadores espanhóis desejam deixar a cidade devido à peste, e que estes haviam escolhido a casa de Manuel Coutinho para se instalarem. Manuel de Sousa Coutinho chega de Lisboa e transmite à família a sua decisão de se mudar para a casa que pertencera a D. João de Portugal. D. Madalena resiste à ideia, mas acaba por cumprir a vontade do marido. Num acto patriótico Manuel Coutinho ateia fogo ao palácio de forma a evitar que os governadores espanhóis se instalem em sua casa.

Acto II

O segundo acto decorre num salão do palácio de D. João de Portugal, situado em Almada. D. Madalena está doente há oito dias, desde que chegara ao palácio de D. João. Manuel de Sousa Coutinho está escondido numa quinta, receando represálias por parte dos governadores espanhóis. Entretanto, Maria pede a Telmo que identifique o retrato de D. João de Portugal, o que Telmo se recusa a fazer. É o seu pai que chega e revela a Maria a pessoa representada no quadro. Frei Jorge chega ao palácio e comunica a seu irmão que os governadores tinham resolvido esquecer a sua atitude, a pedido do arcebispo. Manuel de Sousa Coutinho aceita a proposta do irmão e decide ir a Lisboa receber o arcebispo, como acto de agradecimento. Maria vai com o seu pai. D. Madalena fica sozinha com Frei Jorge. Miranda, um criado, interrompe a conversa e anuncia a chegada de um romeiro, que deseja falar a D. Madalena. D. Madalena recebe o Romeiro e apesar de não reconhecer a sua identidade,apercebe-se da desgraça da sua situação.

Acto III

A acção decorre na “parte baixa do palácio de D. João” que comunica, por uma porta, com a capela da Senhora da Piedade. Maria chega doente de Lisboa. Manuel Coutinho toma do conhecimento do regresso de D. João de Portugal e é atormentado por um grande sofrimento, sobretudo em relação ao destino da filha, cuja saúde inspira cuidados e se encontra numa situação de ilegitimidade. Manuel Coutinho decide tomar o hábito, o que D. Madalena acaba por aceitar devido à inflexibilidade de Manuel. O Romeiro, compadecido pela desgraça que causara, pede a Telmo que salve a família,solicitando-lhe que diga que o Romeiro é um impostor. Durante a cerimónia da tomada de hábito, Maria surge convidando os pais a mentir para a poderem salvar, mas acaba morrendo nos seus braços.Manuel de Sousa Coutinho passará a se conhecido por Frei Luís de Sousa e D.Madalena por Soror Madalena. O Romeiro abandona o seu próprio palácio de desaparece.

Demagogia


Demagogia é conduzir o povo a uma falsa situação, dizendo ou propondo algo que não pode ser posto em prática, apenas com o intuito de obter um benefício ou compensação.

Contextualizando com o mundo actual, a demagogia está muito associada ao mundo da política e a promessas que não se concretizam.

PALOP


Os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, cujo acrónimo é PALOP, é um grupo formado por seis países lusófonos africanos formado em 1996. Cinco dos membros foram colónias de Portugal em África, que obtiveram a independência entre 1974 e 1975. O outro é a Guiné Equatorial, que em 2007 adoptou o português como língua oficial.

Estes países, que se encontram organizados na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), vêm firmando protocolos de cooperação com vários países e organizações nos campos da cultura, educação e fomento, preservação da língua portuguesa e outros. Um exemplo é o Projecto Apoio ao Desenvolvimento do Sistema Judiciário PIR PALOP, co-financiado pelo Governo Português e pela União Europeia

Livro - O Símbolo Perdido


No início era a palavra. Mais uma vez o Professor Langdon é chamado de madrugada para salvar o dia.

Voa até Washington DC para uma simples conferência sobre simbolos maçónicos, num ápice tudo ganha outra dimensão, símbolos estranhos formam um convite ancestral para a descoberta dos maiores segredos da História. O perigo espreita, o relógio corre, começa mais uma aventura surpreendente de Robert Langdon. Ele sabe sabe que é impossível, que não há resposta a dar, a franc-maçonaria está simbolizada em todo lado nos prédios da capital do país mais poderoso do mundo, a solução é uma lenda. Túneis, câmaras econdidas e templos esperam Robert na tentativa de salvar o seu amigo e mentor de uma morte que se adivinha atroz. A resolução de um mistério impossível, incrível, irá obrigar o nosso heroi a correr todos os altos pontos de Washington. A resposta está mais perto do que se pode imaginar. Será surpreendente descobrir as câmaras escondidas no Smithsonian Museum, as pinturas alegóricas do Capitólio e os segredos da história dos pais fundadores da América. Tudo gira à volta do círculo e do ponto.

A liberdade religiosa no seu maior esplendor, o poder da mente, entre ciência e misticismo, o nosso simbologista de Harvard irá duvidar da realidade de lendas, irá errar e conhecer a morte de perto. Um líder carismático derrotado pelas suas certezas, pela sua própria família, pela sua própria história e riqueza, vê a luz sob una perspectiva. A palavra é ultrapassar o simples conhecimento, ultrapassar as certezas, duvidar e renovar.

Mais do que uma visita cultural, Dan Brown permite-nos ver um dos mais místicos e secretos grupos tendencialmente religioso com novos olhos, descobrir, mais uma vez, alguns segredos para além dos preconceitos.

Caricatura e Cartoon

A caricatura trata-se de uma representação (geralmente de pessoas) em que são mostrados, de forma exagerada, aspectos do objeto retratado, normalmente na tentativa de se obter efeitos cómicos.

A distorção e o uso de poucos traços são comuns na caricatura. Diz-se que uma boa caricatura pode ainda captar aspectos da personalidade de uma pessoa através do jogo com as formas. É comum sua utilização nas sátiras políticas.


O cartoon é um strip de banda desenhada que por vezes critica a sociedade actual.

Eça de Queirós


José Maria de Eça de Queirós

Nasceu numa casa da praça do Almada na Póvoa de Varzim, no centro da cidade; Foi baptizado na Igreja Matriz de Vila do Conde.

Filho de José Maria Teixeira de Queiroz e de Carolina Augusta Pereira d'Eça.

Foi baptizado como "filho natural de José Maria D'Almeida de Teixeira de Queiroz e de Mãe incógnita".De facto, seis dias após a morte da avó que a isso se opunha, casaram os pais de Eça de Queirós, já o menino tinha quase quatro anos. O menino foi entregue aos cuidados de uma ama , pois ficou com a senhora, até passar para a casa de Verdemilho em Aradas, Aveiro, a onde tinha morado paterna que em 1855 morreu.

Nesta altura foi internado no Colégio da Lapa, no Porto, de onde saiu em 1861, com dezasseis anos, para a Universidade de Coimbra onde estudou direito.Além do escritor, o casal teria mais seis filhos.

Em 1869 e 1870, Eça de Queirós viajou ao Egipto e visitou o canal do Suez que estava a ser construído, que o inspirou em diversos dos seus trabalhos, o mais notável dos quais o “O mistério da estrada de Sintra”e, em 1870, e “A relíquia”, publicado em 1887. Em 1871 foi um dos participantes das chamadas Conferências do Casino.

Aparentemente, Eça de Queirós passou os anos mais produtivos de sua vida em Inglaterra, como cônsul de Portugal em Newcastle e em Bristol. Escreveu então alguns dos seus trabalhos mais importantes, “A Capital”, escrito numa prosa hábil, plena de realismo.

Suas obras mais conhecidas,” Os Maias” e “O Mandarim”, foram escritas em Bristol e Paris respectivamente.

Seu último livro foi “A Ilustre Casa de Ramires”, sobre um fidalgo do séc. XIX com problemas para se reconciliar com a grandeza de sua linhagem. É um romance imaginativo, entremeado com capítulos de uma aventura de vingança bárbara ambientada no século XII, escrita por Gonçalo Mendes Ramires, o protagonista. Trata-se de uma novela chamada A Torre de D. Ramires, em que antepassados de Gonçalo são retratados como torres de honra sanguínea, que contrastam com a lassidão moral e intelectual do rapaz.

Morreu em 1900 em Paris. Seus trabalhos foram traduzidos em aproximadamente 20 línguas.

Foi também o autor da Correspondência de Fradique Mendes e A Capital, obra cuja elaboração foi concluída pelo filho e publicada, postumamente, em 1925. Fradique Mendes, aventureiro fictício imaginado por Eça e Ramalho Ortigão, aparece também no Mistério da Estrada de Sintra.

O Realismo


Realismo é a denominação genérica da reacção aos ideais românticos que caracterizou a segunda metade do século XIX. De facto, as profundas transformações vividas pela sociedade europeia exigiam uma nova postura diante da realidade; não havia mais espaço para as exageradas idealizações românticas. Portanto, o Realismo tem de ser analisado a partir de um novo ponto de referência: a Europa vive a segunda fase da Revolução Industrial, ao mesmo tempo que conhece o desenvolvimento do pensamento científico e das doutrinas filosóficas e sociais. Essas transformações servem de pano de fundo para uma reinterpretação da realidade, que gera teorias de variadas posturas ideológicas. Numa sequência cronológica, temos:- Positivismo de Augusto Comte, preocupado com o real-sensível, com o facto, defendendo o cientificismo no pensamento filosófico e a conciliação entre “ordem e progresso.

Citação de Eça de Queirós:

"O Realismo é uma reacção contra o Romantismo: o Romantismo era a apoteose do sentimento; - o Realismo é a anatomia do carácter. É a crítica do homem. É a arte que nos pinta a nossos próprios olhos – para condenar o que houver de mau na nossa sociedade".

Geração de 70


Grupo de jovens intelectuais do final do século XIX liderado ideologicamente por Antero de Quental e José Fontana e do qual fizeram parte alguns dos maiores escritores da História da Literatura portuguesa, como Eça de Queiroz, Ramalho Ortigão, Téofilo Braga e Guerra Junqueiro.

Iluminados por ideias inovadoras que beberam da cultura europeia, sobretudo da francesa, irão opôr-se a um governo monárquico cada vez mais contestado nos finais da centúria. Racionalistas, herdeiros do positivismo de Comte, do idealismo de Hegel e do socialismo utópico de Proudhon e Saint-Simon, protagonizaram uma autêntica revolução cultural no nosso País, agitando consciências e poderes estabelecidos. São disso exemplo a Questão Coimbrã e as Conferências do Casino. Esta revolução cultural acabou por desembocar numa revolução política: a instauração da República, a 5 de Outubro de 1910.

Os Maias


A acção de "Os Maias" passa-se em Lisboa, na segunda metade dos séc. XIX. Conta-nos a história de três gerações da família Maia.
A acção inicia-se no Outono de 1875, altura em que Afonso da Maia, nobre e rico proprietário, se instala no Ramalhete. O seu único filho – Pedro da Maia – de carácter fraco, resultante de um educação extremamente religiosa e proteccionista, casa-se, contra a vontade do pai, com a negreira Maria Monforte, de quem tem dois filhos – um menino e uma menina. Mas a esposa acabaria por o abandonar para fugir com um Napolitano, levando consigo a filha, de quem nunca mais se soube o paradeiro. O filho – Carlos da Maia – viria a ser entregue aos cuidados do avô, após o suicídio de Pedro da Maia.

Carlos passa a infância com o avô, formando-se depois, em Medicina em Coimbra. Carlos regressa a Lisboa, ao Ramalhete, após a formatura, onde se vai rodear de alguns amigos, como o João da Ega, Alencar, Damaso Salcede, Palma de Cavalão, Euzébiozinho, o maestro Cruges, entre outros. Seguindo os hábitos dos que o rodeavam, Carlos envolve-se com a Condessa de Gouvarinho, que depois irá abandonar. Um dia fica deslumbrado ao conhecer Maria Eduarda, que julgava ser mulher do brasileiro Castro Gomes. Carlos seguiu-a algum tempos sem êxito, mas acaba por conseguir uma aproximação quando é chamado Maria Eduarda para visitar, como médico a governanta. Começam então os seus encontros com Maria Eduarda, visto que Castro Gomes estava ausente. Carlos chega mesmo a comprar uma casa onde instala a amante.

Castro Gomes descobre o sucedido e procura Carlos, dizendo que Maria Eduarda não era sua mulher, mas sim sua amante e que, portanto, podia ficar com ela.

Entretanto, chega de Paris um emigrante, que diz ter conhecido a mãe de Maria Eduarda e que a procura para lhe entregar um cofre desta que, segundo ela lhe disse, continha documentos que identificariam e garantiriam para a filha uma boa herança. Essa mulher era Maria Mão Forte – a mãe de Maria Eduarda era, portanto, também a mães de Carlos. Os amantes eram irmãos...

Contudo, Carlos não aceita este facto e mantém abertamente, a relação – incestuosa – com a irmã. Afonso da Maia, o velho avô, ao receber a notícia morre de desgosto.

Ao tomar conhecimento, Maria Eduarda, agora rica, parte para o estrangeiro; e Carlos, para se distrair, vai correr o mundo.

O romance termina com o regresso de Carlos a Lisboa, passados 10 anos, e o seu reencontro com Portugal e com Ega.

Descrição de algumas personagens em Os Maias




Maria Eduarda

Maria Eduarda, fisicamente era uma bela mulher: alta, cabelo loiros espesso e ondulado, bem feita, sensual e delicada, "com um passo soberano de deusa", é "flor de uma civilização superior, faz relevo nesta multidão de mulheres miudinhas e morenas", era bastante simples na maneira de vestir, "divinamente bela, quase sempre de escuro, com um curto decote onde resplandecia o incomparável esplendor do seu colo"; psicologicamente, podemos verificar que Maria Eduarda nunca é criticada, é uma personagem delineada em poucos traços, o seu passado é quase desconhecido o que contribui para o aumento e encanto que a envolve. A sua caracterização é feita através do contraste entre si e as outras personagens femininas, e ao mesmo tempo, chega-nos através do ponto de vista de Carlos da Maia, para quem tudo o que viesse de Maria Eduarda era perfeito, "Maria Eduarda! Era a primeira vez em que Carlos ouvia o nome dela; pareceu-lhe perfeito, condizendo bem com a sua beleza serena."

Maria Eduarda é sempre apresentada ao leitor como uma "deusa transviada", como um ser superior que se destaca no meio das mulheres lisboetas. Maria Eduarda encarna a heroína romântica, perseguida pela vida e pelo destino, mas que acaba por encontrar, ainda que momentaneamente, a razão da sua vida, na paixão e no amor. Ela é também vítima do seu passado, das circunstâncias em que cresceu e viveu (bem ao jeito naturalista), mas o facto de ser a própria personagem a narrar o seu percurso omitindo, logicamente, aquilo que não sabe, e referindo o seu passado após o leitor já ter conhecimento do seu presente, afasta Maria Eduarda de alguns dos preceitos estruturais do Naturalismo.


Dâmaso

É caracterizado fisicamente como baixo e gordo. Era sobrinho de Guimarães, sendo a ele e ao seu tio que se devem, respectivamente, o início e o fim dos amores de Carlos com Maria Eduarda. Psicologicamente, é uma súmula de defeitos filho de um agiota, comportando-se com presunção, cobardice e sem dignidade. É da sua autoria a carta anónima enviada a Castro Gomes, carta a qual revela o envolvimento de Maria Eduarda com Carlos. É dele também, a notícia contra Carlos publicada na A Corneta do Diabo. Mesquinho, mentiroso e convencido, provinciano e tacanho, tem como única preocupação na vida o "chic a valer". Representa o novo-riquismo e os vícios da Lisboa da segunda metade do século XIX. O seu carácter é tão baixo que se retrata, a si próprio, como um bêbado, só para evitar bater-se em duelo com Carlos. É apresentado a este por João da Ega que o havia conhecido anteriormente, pois Dâmaso, sendo amigo íntimo dos Cohen, poderia ser útil a Ega, numa altura em que o poeta mantinha o seu romance com Raquel Cohen.

Dandy, nascido na burguesia, arvora-se ares de chique e conquistador. Vive a propagandear suas conquistas amorosas, apesar de muitas vezes estas serem maiores do que a realidade. Personagem fofoqueiro e afeito a intrigas, mostra sua face mais nojenta ao se sentir rejeitado pela personagem principal, Carlos da Maia.


Alencar

É amigo de Pedro da Maia, tendo mais tarde tornado-se, também, amigo de seu filho, Carlos da Maia. Falso moralista e incoerente, que acha o Realismo e o Naturalismo imorais, é defasado do seu tempo e defensor da crítica literária de natureza acadêmica, preocupando-se, pois, com os aspectos formais e o plágio em detrimento da dimensão temática.

Tem uma excitante aparição no sarau de angariação de fundos para as vítimas de cheias (Capítulo XVI), em que recitando um poema que clama a democracia, seus males e bens, e incita os políticos lá presentes, sendo estes os únicos a não apreciarem a sua actuação.

Embora secundária, é uma personagem extremamente importante. É por uma carta dele que Afonso da Maia toma conhecimento de que a nora, Maria de Monforte se encontra em Paris e é também ele que, instado, informa que Maria de Monforte tinha, no seu «boudoir» um retrato de criança que diz a Alecar ser da filha, que morreu em Londres. Tanto Alencar como Afonso da Maia partem do princípio de que trata da filha mais velha. Afonso da Maia presume assim que a neta morreu.

Caracterização Física Tomás de Alencar era "muito alto, com uma face encaveirada, olhos encovados, e sob o nariz aquilino, longos, espessos, românticos bigodes grisalhos". Caracterização Psicológica Era calvo, em toda a sua pessoa "havia alguma coisa de antiquado, de artificial e de lúgubre". Simboliza o romantismo piegas. O paladino da moral. Era também o companheiro e amigo de Pedro da Maia. Eça serve-se desta personagens para construir discussões de escola, entre naturalistas e românticos, numa versão caricatural da Questão Coimbrã. Não tem defeitos e possui um coração grande e generoso. É o poeta do ultra-romantismo.


A Publicidade

Publicidade - Comunicação, feita por qualquer entidade, com o objectivo de promover produtos e serviços (publicidade comercial) ou pedir ajuda institucional e transmitir mensagens, sem fins lucrativos (publicidade institucional).



Técnicas de Publicidade


Estudos de imagem e posicionamento de marca, produto, serviço, personalidade e imagem institucional - Concentram-se, sobretudo, no que pensam os consumidores sobre determinado produto ou serviço. Têm em consideração as componentes cognitivas, afectivas e comportamentais dos consumidores, assim como os canais de distribuição e de comunicação. Dimensões ou variáveis mais utilizadas: marca, produto, fabricante, publicidade, preço, embalagem e aspecto exterior.

Testes de conceito, produto, embalagem, nome, logotipo, promoções – Ocorre na fase de planeamento do lançamento de um produto. Permite avaliar as diversas características do produto. Tem de optar pelo que mais apela às características do consumidor. Entre outros aspectos, considera o preço face à concorrência, características da embalagem, o posicionamento, a comunicação e a promoção do produto.

Estudos de Comunicação Publicitária - Permitem medir o impacto e o retorno das campanhas de publicidade. Fornecem informações para optimizar a comunicação, o que implica a escolha de meios, a frequência das campanhas, os horários e as localidades. Previamente é realizado um estudo de receptividade à campanha.

Estudos prospectivos e de desenvolvimento de novos produtos, serviços – São estudos que traçam cenários e tendências que irão ocorrer no mercado, de modo a aferir a viabilidade do lançamento de um produto ou serviço.

Estudo de Notoriedade – Avalia a presença da marca na memória dos consumidores.

Focus Group - É uma técnica de pesquisa que reúne um pequeno grupo de consumidores para discutir uma marca ou a publicidade relacionada com ela sob direcção de um entrevistador ou investigador.

Estudo longitudinal – É um tipo de análise que parte de um grupo de pessoas nascidas num determinado período para acompanhar os seus comportamentos ao longo de um determinado período de tempo.

Tracking Study – É um estudo de mercado que permite monitorizar a performance de uma marca, o que inclui o seu volume de vendas e as atitudes dos consumidores, em relação à concorrência.

Algumas destas técnicas são adaptadas para a publicidade institucional.

Também é de referir que o uso de cores, imagens atraentes e comédia é uma outra técnica muito importante para uma publicidade com sucesso.

Código da Publicidade - Aspectos Interessantes


Aqui estão alguns aspectos que eu achei interessantes do Código da Publicidade:

Artigo 7º
(Princípio da licitude)

2 - É proibida, nomeadamente, a publicidade que:
a) Se socorra, depreciativamente, de instituições, símbolos nacionais ou religiosos ou personagens históricas;
b) Estimule ou faça apelo à violência, bem como a qualquer actividade ilegal ou criminosa;
c) Atente contra a dignidade da pessoa humana;
d) Contenha qualquer discriminação em relação à raça, língua, território de origem, religião ou sexo;
e) Utilize, sem autorização da própria, a imagem ou as palavras de alguma pessoa;
f) Utilize linguagem obscena;
g) Encorage comportamentos prejudiciais à protecção do ambiente.
h) Tenha como objecto ideias de conteúdo sindical, político ou religioso.

Cesário Verde


José Joaquim Cesário Verde foi um poeta português.

Em 1877 começou a ter sintomas de tuberculose, doença que já lhe tirara o irmão e a irmã. Estas mortes inspiraram contudo um de seus principais poemas, Nós (1884).

Tenta curar-se da tuberculose, mas sem sucesso, vem a falecer no dia 19 de Julho de 1886. No ano seguinte Silva Pinto organiza O Livro de Cesário Verde, compilação da sua poesia publicada em 1901.

No seu estilo delicado, Cesário empregou técnicas impressionistas, com extrema sensibilidade ao retratar a Cidade e o Campo, que são os seus cenários predilectos. Evitou o lirismo tradicional, expressando-se de uma forma mais natural.

Faleceu a 19 de Julho de 1886

O mito de Anteu e a sua relação com Cesário Verde


Segundo a mitologia, Anteu era um gigante que vivia na região de Marrocos, e que era invencível enquanto estivesse em contacto com a mãe-terra. Desafiava todos os recém-chegados para lutar até a morte, os quais matava e colocava os seus cadáveres para decorar o templo do deus do mar, Posídon, que era seu pai. Anteu morreu numa batalha com Hércules que, ao descobrir o segredo da sua invencibilidade, conseguiu esmagá-lo, mantendo-o no ar.

Em Cesário Verde, o campo, ou melhor, a terra, apresenta-se salutar e fértil. No poema Em Petiz, ao afastar-se da sua terra de infância, e estando enfraquecido pela cidade, o sujeito poético reencontra a energia perdida quando volta para o campo.
Isto é usado em vários poemas de Cesário Verde, e é dentro desta concepção de uma terra que revitaliza que podemos encontrar a sua relação com o mito de Anteu.

O uso da vírgula


A vírgula é normalmente utilizada para separar ou isolar:

- os elementos de uma oração que têm a mesma função sintática (ex: Encontrei o Pedro, a Marta e a Rita);

- o vocativo (ex: Pedro, vem cá!);

- alguns modificadores do nome (ex: A Mariana, irmã do António, mudou de escola.);

- expressões explicativas e conclusivas (isto é, sem dúvida, na verdade, com efeito, etc.);

- as orações introduzidas pela conjunção mas (ex: Vou, mas volto.);

- os modificadores colocados em início ou meio da frase (ex: Nesse dia, o rapaz sorriu.);

- as orações intercalares (ex: A Marta, quando saiu da escola, foi para casa da avó.);

- as orações assindéticas (ex: Foi ao centro comercial, comprou tudo o que precisava.);

- as orações subordinadas, sobretudo quando surgem antes da subordinante (ex: Quando saíres, não te esqueças da chave de casa.).

É proibido usar vírgula:

-entre o sujeito e o verbo;

- entre o verbo e complementos do verbo, como o directo e o indirecto.

Chegaram ao fim! A minha reflexão sobre a matéria leccionada.




Bem, após este trabalho todo, chegaram ao fim do meu Webfólio!

Graças a este mesmo, creio que a disciplina de Português ficou mais fácil de estudar e compreender.

Quanto à matéria leccionada, achei que a gramática foi compreensível e bem estruturada. O uso de fichas e Power Point é, de alguma maneira, interactivo e isso faz com que seja mais fácil a compreensão da matéria.

Quanto às obras que estudámos, a que achei mais interessante foi Frei Luís de Sousa, pois é a que tem uma acção mais "directa". Achei que é uma obra com fluência, pois quase que não nos deixa entediados.
Pelo contrário, as outras duas obras, Sermão de Santo António aos Peixes e Os Maias, foram obras que não me despertaram muito interesse. Da primeira que referi não gostei muito pois acho que o uso excessivo de metáforas e comparações levam à sua má compreensão. Quanto à segunda, creio que a necessidade de Eça de Queirós de descrever todos os cenários e características é algo que leva ao tédio. Outra das razões é que não sou um grande apreciador de obras que retratam a vida como ela o é. Creio que a imaginação e o fantástico são umas das principais características que devemos utilizar quando escrevemos alguma obra ou algum poema.

Quanto aos poemas de Cesário Verde, creio que são compreensíveis e bem estruturados, pois a sua compreensão não é difícil.

Foi uma boa experiência ter desenvolvido este Webfólio.

Espero que tenham gostado.

Vitor