Este blog foi criado no âmbito da disciplina de Português para ajudar os alunos a compreender melhor a matéria.
Eu, como aluno, resolvi criar um pois também é um dos nossos elementos de avaliação.
Espero que gostem!










A acção desenrola-se numa sala do palácio de D. Manuel de Sousa Coutinho, ondepredomina a elegância e o luxo. A peça inicia-se com o monólogo de D. Madalena, que reflecte sobre os amores dePedro e Inês. Esta reflexão associa o amor de D. Madalena por Manuel de Sousa Coutinho aomito do amor infeliz e trágico. D. Madalena e Telmo conversam sobre a condição social de Maria e a sua saúde e Madalena pede a Telmo que tenha consciência do que o regresso de D. João podia significar para Maria, que não lhe diga nada ou não lhe proporcione qualquer leitura, que excite a sua imaginação e possa sustentar a sua crença sebastianista. Jorge traz notícias de Lisboa: os governadores espanhóis desejam deixar a cidade devido à peste, e que estes haviam escolhido a casa de Manuel Coutinho para se instalarem. Manuel de Sousa Coutinho chega de Lisboa e transmite à família a sua decisão de se mudar para a casa que pertencera a D. João de Portugal. D. Madalena resiste à ideia, mas acaba por cumprir a vontade do marido. Num acto patriótico Manuel Coutinho ateia fogo ao palácio de forma a evitar que os governadores espanhóis se instalem em sua casa.
Acto II
O segundo acto decorre num salão do palácio de D. João de Portugal, situado em Almada. D. Madalena está doente há oito dias, desde que chegara ao palácio de D. João. Manuel de Sousa Coutinho está escondido numa quinta, receando represálias por parte dos governadores espanhóis. Entretanto, Maria pede a Telmo que identifique o retrato de D. João de Portugal, o que Telmo se recusa a fazer. É o seu pai que chega e revela a Maria a pessoa representada no quadro. Frei Jorge chega ao palácio e comunica a seu irmão que os governadores tinham resolvido esquecer a sua atitude, a pedido do arcebispo. Manuel de Sousa Coutinho aceita a proposta do irmão e decide ir a Lisboa receber o arcebispo, como acto de agradecimento. Maria vai com o seu pai. D. Madalena fica sozinha com Frei Jorge. Miranda, um criado, interrompe a conversa e anuncia a chegada de um romeiro, que deseja falar a D. Madalena. D. Madalena recebe o Romeiro e apesar de não reconhecer a sua identidade,apercebe-se da desgraça da sua situação.
Acto III
A acção decorre na “parte baixa do palácio de D. João” que comunica, por uma porta, com a capela da Senhora da Piedade. Maria chega doente de Lisboa. Manuel Coutinho toma do conhecimento do regresso de D. João de Portugal e é atormentado por um grande sofrimento, sobretudo em relação ao destino da filha, cuja saúde inspira cuidados e se encontra numa situação de ilegitimidade. Manuel Coutinho decide tomar o hábito, o que D. Madalena acaba por aceitar devido à inflexibilidade de Manuel. O Romeiro, compadecido pela desgraça que causara, pede a Telmo que salve a família,solicitando-lhe que diga que o Romeiro é um impostor. Durante a cerimónia da tomada de hábito, Maria surge convidando os pais a mentir para a poderem salvar, mas acaba morrendo nos seus braços.Manuel de Sousa Coutinho passará a se conhecido por Frei Luís de Sousa e D.Madalena por Soror Madalena. O Romeiro abandona o seu próprio palácio de desaparece.




Realismo é a denominação genérica da reacção aos ideais românticos que caracterizou a segunda metade do século XIX. De facto, as profundas transformações vividas pela sociedade europeia exigiam uma nova postura diante da realidade; não havia mais espaço para as exageradas idealizações românticas. Portanto, o Realismo tem de ser analisado a partir de um novo ponto de referência: a Europa vive a segunda fase da Revolução Industrial, ao mesmo tempo que conhece o desenvolvimento do pensamento científico e das doutrinas filosóficas e sociais. Essas transformações servem de pano de fundo para uma reinterpretação da realidade, que gera teorias de variadas posturas ideológicas. Numa sequência cronológica, temos:- Positivismo de Augusto Comte, preocupado com o real-sensível, com o facto, defendendo o cientificismo no pensamento filosófico e a conciliação entre “ordem e progresso.
Citação de Eça de Queirós:"O Realismo é uma reacção contra o Romantismo: o Romantismo era a apoteose do sentimento; - o Realismo é a anatomia do carácter. É a crítica do homem. É a arte que nos pinta a nossos próprios olhos – para condenar o que houver de mau na nossa sociedade".

Maria Eduarda, fisicamente era uma bela mulher: alta, cabelo loiros espesso e ondulado, bem feita, sensual e delicada, "com um passo soberano de deusa", é "flor de uma civilização superior, faz relevo nesta multidão de mulheres miudinhas e morenas", era bastante simples na maneira de vestir, "divinamente bela, quase sempre de escuro, com um curto decote onde resplandecia o incomparável esplendor do seu colo"; psicologicamente, podemos verificar que Maria Eduarda nunca é criticada, é uma personagem delineada em poucos traços, o seu passado é quase desconhecido o que contribui para o aumento e encanto que a envolve. A sua caracterização é feita através do contraste entre si e as outras personagens femininas, e ao mesmo tempo, chega-nos através do ponto de vista de Carlos da Maia, para quem tudo o que viesse de Maria Eduarda era perfeito, "Maria Eduarda! Era a primeira vez em que Carlos ouvia o nome dela; pareceu-lhe perfeito, condizendo bem com a sua beleza serena."
Maria Eduarda é sempre apresentada ao leitor como uma "deusa transviada", como um ser superior que se destaca no meio das mulheres lisboetas. Maria Eduarda encarna a heroína romântica, perseguida pela vida e pelo destino, mas que acaba por encontrar, ainda que momentaneamente, a razão da sua vida, na paixão e no amor. Ela é também vítima do seu passado, das circunstâncias em que cresceu e viveu (bem ao jeito naturalista), mas o facto de ser a própria personagem a narrar o seu percurso omitindo, logicamente, aquilo que não sabe, e referindo o seu passado após o leitor já ter conhecimento do seu presente, afasta Maria Eduarda de alguns dos preceitos estruturais do Naturalismo.
Dâmaso
Estudos de imagem e posicionamento de marca, produto, serviço, personalidade e imagem institucional - Concentram-se, sobretudo, no que pensam os consumidores sobre determinado produto ou serviço. Têm em consideração as componentes cognitivas, afectivas e comportamentais dos consumidores, assim como os canais de distribuição e de comunicação. Dimensões ou variáveis mais utilizadas: marca, produto, fabricante, publicidade, preço, embalagem e aspecto exterior.
Testes de conceito, produto, embalagem, nome, logotipo, promoções – Ocorre na fase de planeamento do lançamento de um produto. Permite avaliar as diversas características do produto. Tem de optar pelo que mais apela às características do consumidor. Entre outros aspectos, considera o preço face à concorrência, características da embalagem, o posicionamento, a comunicação e a promoção do produto.
Estudos de Comunicação Publicitária - Permitem medir o impacto e o retorno das campanhas de publicidade. Fornecem informações para optimizar a comunicação, o que implica a escolha de meios, a frequência das campanhas, os horários e as localidades. Previamente é realizado um estudo de receptividade à campanha.
Estudos prospectivos e de desenvolvimento de novos produtos, serviços – São estudos que traçam cenários e tendências que irão ocorrer no mercado, de modo a aferir a viabilidade do lançamento de um produto ou serviço.
Estudo de Notoriedade – Avalia a presença da marca na memória dos consumidores.
Focus Group - É uma técnica de pesquisa que reúne um pequeno grupo de consumidores para discutir uma marca ou a publicidade relacionada com ela sob direcção de um entrevistador ou investigador.
Estudo longitudinal – É um tipo de análise que parte de um grupo de pessoas nascidas num determinado período para acompanhar os seus comportamentos ao longo de um determinado período de tempo.
Tracking Study – É um estudo de mercado que permite monitorizar a performance de uma marca, o que inclui o seu volume de vendas e as atitudes dos consumidores, em relação à concorrência.
Algumas destas técnicas são adaptadas para a publicidade institucional.
Também é de referir que o uso de cores, imagens atraentes e comédia é uma outra técnica muito importante para uma publicidade com sucesso.

José Joaquim Cesário Verde foi um poeta português.
Em 1877 começou a ter sintomas de tuberculose, doença que já lhe tirara o irmão e a irmã. Estas mortes inspiraram contudo um de seus principais poemas, Nós (1884).
Tenta curar-se da tuberculose, mas sem sucesso, vem a falecer no dia 19 de Julho de 1886. No ano seguinte Silva Pinto organiza O Livro de Cesário Verde, compilação da sua poesia publicada em 1901.
No seu estilo delicado, Cesário empregou técnicas impressionistas, com extrema sensibilidade ao retratar a Cidade e o Campo, que são os seus cenários predilectos. Evitou o lirismo tradicional, expressando-se de uma forma mais natural.
Faleceu a 19 de Julho de 1886

