Segundo a mitologia, Anteu era um gigante que vivia na região de Marrocos, e que era invencível enquanto estivesse em contacto com a mãe-terra. Desafiava todos os recém-chegados para lutar até a morte, os quais matava e colocava os seus cadáveres para decorar o templo do deus do mar, Posídon, que era seu pai. Anteu morreu numa batalha com Hércules que, ao descobrir o segredo da sua invencibilidade, conseguiu esmagá-lo, mantendo-o no ar.
Em Cesário Verde, o campo, ou melhor, a terra, apresenta-se salutar e fértil. No poema Em Petiz, ao afastar-se da sua terra de infância, e estando enfraquecido pela cidade, o sujeito poético reencontra a energia perdida quando volta para o campo.
Isto é usado em vários poemas de Cesário Verde, e é dentro desta concepção de uma terra que revitaliza que podemos encontrar a sua relação com o mito de Anteu.
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